Com os avanços tecnológicos recentes coloca-se a questão de que um dia as possíveis aplicações de saúde – ou health apps – desenvolvidas para smartphones possam tornar a população mais independente dos cuidados de saúde que são prestados por profissionais de saúde. Um recente estudo desenvolvido nos Estados Unidos, no Scripps Research Institute, em conjunto com a Universidade de Seoul na Coreia do Sul, questionou o desenvolvimento e utilização destas aplicações.
“Background. Mobile health and digital medicine technologies are becoming increasingly used by individuals with common, chronic diseases to monitor their health. Numerous devices, sensors, and apps are available to patients and consumers-some of which have been shown to lead to improved health management and health outcomes. However, no randomized controlled trials have been conducted which examine health care costs, and most have failed to provide study participants with a truly comprehensive monitoring system.”
O estudo focou-se na análise de resultados em dois grupos de intervenção: pacientes que usam smartphones como monitores e o grupo de controlo, os que não usam estes dispositivos. Os investigadores analisaram não só a confiança das pessoas na gestão da sua saúde mas também também dos apoios que tiveram, como visitas no hospital e seguros de saúde.
O estudo mostrou, positivamente, que os pacientes que utilizam aplicações de saúde conseguem sentir-se melhor e controlar eficazmente o seu estado de saúde. No entanto, dado que a investigação teve uma duração relativamente curta – cerca de seis meses – tornou-se difícil medir alterações na saúde de pacientes que sofrem de doenças crónicas e não se verificaram grandes alterações na utilização destes recursos de saúde entre os grupos antes referidos.
“This was more of a learning experience than about trying to make a sweeping statement on digital medicine’s impact on the health care system.”, fiz Topol, um dos investigadores envolvidos.
A medicina digital pode ainda evoluir no sentido da criação de assistentes virtuais ou avatares que interagem com os pacientes através dos seus smartphones, tendo por base algoritmos muito mais complexos e que respondem de forma mais inteligente. “Like the movie ‘Her’ but medical,” diz Topol.

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