{"id":193,"date":"2016-04-02T21:54:27","date_gmt":"2016-04-02T21:54:27","guid":{"rendered":"http:\/\/nebfeupicbas.pt\/?p=193"},"modified":"2017-12-03T01:58:12","modified_gmt":"2017-12-03T01:58:12","slug":"bio-5-entrevista-ao-prof-claudio-sunkel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/?p=193","title":{"rendered":"+BIO #5 &#8211; Entrevista ao Prof. Claudio Sunkel"},"content":{"rendered":"<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">Curiosos com a cria\u00e7\u00e3o do I3S, t\u00e3o pertinente para a \u00e1rea de Bioengenharia, o +BIO foi saber mais, entrevistando o\u00a0Professor Claudio Sunkel, vice-diretor do I3S, bem como diretor do IBMC (onde coordena o grupo de Gen\u00e9tica Molecular), membro do EMBL Council e Professor Catedr\u00e1tico no ICBAS.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_9\"><strong>NEB<\/strong> &#8211;\u00a0O que o levou a seguir o rumo da Biologia Molecular?<\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>Prof.\u00a0Claudio Sunkel<\/strong> &#8211;\u00a0Inicialmente eu achava que queria fazer Medicina, como qualquer mi\u00fado de 15 anos com interesse por seres vivos&#8230; S\u00f3 que na altura a minha fam\u00edlia mudou-se do Chile para a Inglaterra e descobri que nas Universidades Inglesas existia uma \u00e1rea chamada Biologia, com muita gente interessada!\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">Eu gostava muito de investiga\u00e7\u00e3o. Tinha imensa vontade de conhecer, e uma forte liga\u00e7\u00e3o ao mundo animal sem interesse por nenhuma \u00e1rea espec\u00edfica, e foi por essa altura que a gen\u00e9tica me chamou a aten\u00e7\u00e3o. No primeiro ano, primeiro semestre, fui falar com o professor para conseguir uma vaga no seu laborat\u00f3rio e assim comecei! Duas tardes por semana e nunca mais parei&#8230;\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">A minha licenciatura foi muito gratificante, fui o melhor aluno do ano e fui um dos melhores da Universidade nesse ano. Gra\u00e7as a isso tive uma bolsa para fazer Doutoramento, nem me pediram para fazer o mestrado, e acabei o Doutoramento muito cedo, tinha 25 anos. No fim centrei-me na \u00e1rea da gen\u00e9tica e dentro desta no desenvolvimento animal. \u00c9 engra\u00e7ado que por esta altura uma certa pergunta come\u00e7ou a ganhar destaque na minha cabe\u00e7a: \u201cO desenvolvimento animal envolve a multiplica\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas: Como \u00e9 que a minha m\u00e3o sabe que tem de crescer at\u00e9 aqui e n\u00e3o mais?\u201d, essa pergunta foi a minha guia desde in\u00edcio&#8230;\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">Assim sendo, quando acabei o Doutoramento procurei abordar as duas \u00e1reas e fiz um P\u00f3s-Doutoramento que envolvesse Biologia Molecular e Biologia da Divis\u00e3o Celular pois percebi que a Biologia Molecular estava a crescer e tinha futuro. Penso que foi uma boa escolha, participei no desenvolvimento da tecnologia na Biologia Molecular e algumas descobertas que n\u00f3s fizemos passaram a ser amplamente utilizadas! Vim para Portugal com um novo m\u00e9todo que, ap\u00f3s Portugal ter aderido em 86 \u00e0 Uni\u00e3o Europeia e havendo fundos para fazer forma\u00e7\u00f5es, teve uma enorme ader\u00eancia, inclusive por professores universit\u00e1rios!\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>NEB<\/strong> &#8211;\u00a0De que forma \u00e9 que v\u00ea esta \u00e1rea a colaborar com a de engenharia?<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>CS<\/strong> &#8211;\u00a0A liga\u00e7\u00e3o da Biologia \u00e0 Engenharia tem-se desenvolvido ao longo do tempo. Antes, tentava-se que o material se integrasse no corpo humano sem perce\u00e7\u00e3o por parte deste. Agora, os materiais comportam-se de uma forma muito mais integrada funcionando em conjunto com o organismo! Tal coisa \u00e9 apenas poss\u00edvel gra\u00e7as aos avan\u00e7os da Biologia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>NEB<\/strong> &#8211;\u00a0O grupo de investiga\u00e7\u00e3o do professor, no IBMC, est\u00e1 envolvido no estudo dos mecanismos moleculares necess\u00e1rios a manuten\u00e7\u00e3o do genoma aquando a divis\u00e3o celular. Pode esclarecer um pouco melhor o projeto?\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>CS<\/strong> &#8211;\u00a0Neste momento temos 3 linhas de investiga\u00e7\u00e3o:\u00a0A primeira \u00e9 praticamente toda ela bioqu\u00edmica: quais as prote\u00ednas\u00a0envolvidas, o que fazem, como interagem, etc.;\u2028<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">Outra linha de investiga\u00e7\u00e3o segue a premissa \u201cVamos estudar os mecanismos de divis\u00e3o celular n\u00e3o do ponto de vista bioqu\u00edmico, mas sim num contexto celular de um tecido\u201d. Para tal escolhemos as c\u00e9lulas epiteliais, pois estas servem para definir \u00f3rg\u00e3os mas crescem ao mesmo tempo, isto \u00e9, \u00e0 medida que esta camada celular cresce as c\u00e9lulas t\u00eam de se dividir e de se manter agregadas, logo n\u00e3o pode haver uma quebra de integridade nem polaridade! Mas como \u00e9 que o epit\u00e9lio cresce? Como \u00e9 que as c\u00e9lulas se dividem e se voltam a integrar logo e a fechar? \u00c9 curioso que uma parte significativa dos tumores s\u00e3o c\u00e9lulas epiteliais e estas quando perdem a polaridade come\u00e7am a crescer umas em cima das outras e a invadir-se, que \u00e9 uma caracter\u00edstica dos tumores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">O terceiro ramo \u00e9 muito direcionado para o cancro. Estamos a tentar fazer modelos animais de cancro usando como base a altera\u00e7\u00e3o na instabilidade gen\u00f3mica (induzindo-a e vendo se esta gera um tumor) tentando ver quais as caracter\u00edsticas do tumor e quais as altera\u00e7\u00f5es na c\u00e9lula que tornaram poss\u00edvel tais caracter\u00edsticas. Assim, tentamos identificar novos componentes ou novos mecanismos de sinaliza\u00e7\u00e3o que ficam desregulados quando a c\u00e9lula perde o controlo e que podem possivelmente ser controlados atrav\u00e9s de subst\u00e2ncias bloqueando as vias de sinaliza\u00e7\u00e3o e restabelecendo a polaridade. A ideia \u00e9 partir do molecular e chegar at\u00e9 ao tumor no organismo, utilizando neste caso como modelo a Drosophila, a mosca da fruta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>NEB<\/strong> &#8211; Como surgiu a necessidade de criar o I3S? Quais os seus objetivos?\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>CS<\/strong> &#8211;\u00a0O i3S foi criado por um desafio que come\u00e7ou h\u00e1 algum tempo atr\u00e1s, a primeira assinatura de cons\u00f3rcio que fizemos foi em 2003. Neste pa\u00eds surgiram os laborat\u00f3rios associados, criados pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e a FCT em 2000, o que gerou a possibilidade de criar institui\u00e7\u00f5es com alguma dimens\u00e3o, que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o existiam em Portugal. Um dos laborat\u00f3rios que foi criado no Norte levou \u00e0 jun\u00e7\u00e3o do IBMC com o INEB. O IPATIMUP foi criado na mesma altura ma como laborat\u00f3rio Associado independente. N\u00e3o fazia sentido existirem tantos institutos no Norte, sendo o pa\u00eds de dimens\u00e3o relativamente pequena. Chegou-se assim a um consenso de que havia um instituto do cancro \u2013 o IPATIMUP \u2013 mas que depois o INEB e o IBMC foram crescendo de forma complementar, come\u00e7ando a partilhar equipamentos de grande dimens\u00e3o entre outras. Em 2007, com 7 anos de conviv\u00eancia entre os institutos, ponderou-se ent\u00e3o a jun\u00e7\u00e3o dos mesmos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">Mas questionamo-nos, qual seria a l\u00f3gica? O IBMC \u00e9 um dos tr\u00eas institutos do pa\u00eds que faz investiga\u00e7\u00e3o aprofundada a n\u00edvel da Biologia fundamental, sendo essencialmente um instituto que se foca nesta \u00e1rea. Assim, a ideia seria ter instituto como pilar fundamental, sendo depois criado outro pilar relacionado com o cancro, e outro com a Bioengenharia. Ao mesmo tempo come\u00e7ou a perceber-se que a Bioengenharia transitou de campos relacionados com materiais para \u00e1reas da Biologia regenerativa, sendo necess\u00e1rias compet\u00eancias da Biologia Fundamental, tendo sido uma evolu\u00e7\u00e3o muito r\u00e1pida. Em 2008 ponderou-se assim a jun\u00e7\u00e3o dos institutos, sendo assinado no mesmo ano um acordo. Fez-se assim uma candidatura para fundos europeus, com o objetivo de criar uma institui\u00e7\u00e3o maior que englobasse as restantes. A candidatura teve sucesso, sendo que logo ap\u00f3s come\u00e7ou a pensar-se em arquitetura, grupos cient\u00edficos e projetos a desenvolver. Criaram-se assim tr\u00eas linhas de investiga\u00e7\u00e3o: linha do cancro, linha das doen\u00e7as degenerativas e linha da resposta ao hospedeiro (\u201cHost response\u201d), que engloba tudo o que \u00e9 medicina regenerativa mas tamb\u00e9m respostas de inflama\u00e7\u00e3o\/imunidade do hospedeiro. Neste momento, as linhas de investiga\u00e7\u00e3o ocupam espa\u00e7os diferentes, mas dentro das linhas existem investigadores dos tr\u00eas institutos. Decidiu-se ainda que as instala\u00e7\u00f5es do IPATIMUP v\u00e3o dedicar-se essencialmente a \u00e1reas cl\u00ednicas, incorporando doentes e ensaios cl\u00ednicos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>NEB<\/strong> &#8211;\u00a0O professor faz parte do conselho (chair of EMBL council) do EMBL (European Molecular Biology Laboratory). Em que consiste esta organiza\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>CS<\/strong> &#8211;\u00a0O EMBL \u00e9 um laborat\u00f3rio europeu financiado por mais de 20 paises sobretudo Europeus que t\u00eam como objetivo n\u00e3o s\u00f3 o progresso de tecnologias relacionadas com a Biologia Molecular e que possam ser utilizadas por todos os estados membros, mas tamb\u00e9m o desenvolvimento de tecnologia bioinform\u00e1tica. Para tal nasceu o European Bioinformatic Institute que \u00e9 parte do EMBL e est\u00e1 sediado na Inglaterra. Este \u00e9 um laborat\u00f3rio com muitos ramos e \u00e1reas de estudo diversas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">Heidelberg, na Alemanha, \u00e9 o centro que em conjunto com Genoble (em Fran\u00e7a) se dedica ao estudo da Biologia estrutural. Inglaterra estuda a componente da bioinform\u00e1tica e Espanha vai ter uma \u00e1rea de imagiologia de \u00f3rg\u00e3os e tecidos. Neste momento est\u00e1 a desenvolver-se uma tecnologia que vai permitir pegar num c\u00e9rebro de um ratinho e trat\u00e1-lo de forma a que seja poss\u00edvel fazer um mapa com todas as liga\u00e7\u00f5es celulares que ocorrem dentro do c\u00e9rebro, isto \u00e9, como \u00e9 que as c\u00e9lulas nervosas est\u00e3o ramificadas e quais as suas liga\u00e7\u00f5es. Algo que nunca se conseguiu fazer para bili\u00f5es de liga\u00e7\u00f5es! \u00c9 um laborat\u00f3rio totalmente multidisciplinar, um dos 10 mais importantes do mundo, com 21 pa\u00edses envolvidos, no qual fui presidente do Coucil. Infelizmente acaba este m\u00eas, e \u00e9 com algumas saudades que deixo este posto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>NEB<\/strong> &#8211;\u00a0Alguma mensagem para os jovens que pretendem enveredar pela \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o?<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\"><strong>CS\u00a0<\/strong>&#8211;\u00a0N\u00e3o desistam! As condi\u00e7\u00f5es atuais em Portugal n\u00e3o apareceram de um dia para o outro&#8230; H\u00e1 dez anos atr\u00e1s havia 3000 alunos com bolsas e agora estamos a trabalhar para ter cerca de 1500 por ano! Portugal pode n\u00e3o ter o mesmo avan\u00e7o tecnol\u00f3gico que outros pa\u00edses europeus mas tem trabalhado para nivelar essa diferen\u00e7a.\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">As pessoas dizem: n\u00e3o tenho bolsa ent\u00e3o n\u00e3o fa\u00e7o! Se necess\u00e1rio fa\u00e7am doutoramento l\u00e1 fora, procurem pessoas com curiosidade e motiva\u00e7\u00e3o, tudo \u00e9 poss\u00edvel!\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">A vida de um investigador n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil: N\u00e3o pode ser o dinheiro a mover- nos mas sim o gosto pelo trabalho. Noutros pa\u00edses os investigadores t\u00eam hor\u00e1rios definidos tal como qualquer trabalhador p\u00fablico. Contudo em Portugal os hor\u00e1rios baseiam-se na motiva\u00e7\u00e3o do cientista para trabalhar e n\u00e3o se faz investiga\u00e7\u00e3o das 9h \u00e0s 17h. Na Alemanha, chega-se ao trabalho tem-se tudo organizado e h\u00e1 muita gente para ajudar, aqui tem de se fazer tudo e portanto tem de se pensar de outra forma&#8230;\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">\u00c9 engra\u00e7ado que apesar das dificuldades sentidas pelos estudantes n\u00e3o os vejo a desistirem, vejo-os a sairem mas nunca a dizer que n\u00e3o v\u00e3o prosseguir!\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"font_8\"><span class=\"color_14\">Um estudante doutorado n\u00e3o \u00e9 um custo, \u00e9 um investimento!<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curiosos com a cria\u00e7\u00e3o do I3S, t\u00e3o pertinente para a \u00e1rea de Bioengenharia, o +BIO foi saber mais, entrevistando o\u00a0Professor Claudio Sunkel, vice-diretor do I3S, bem como diretor do IBMC (onde coordena o grupo de Gen\u00e9tica Molecular), membro do EMBL Council e Professor Catedr\u00e1tico no ICBAS.\u00a0 \u00a0 NEB &#8211;\u00a0O que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":283,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-193","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/193","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=193"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/193\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":195,"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/193\/revisions\/195"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/283"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}