{"id":2756,"date":"2023-01-21T21:34:54","date_gmt":"2023-01-21T21:34:54","guid":{"rendered":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/?p=2756"},"modified":"2023-01-21T22:24:27","modified_gmt":"2023-01-21T22:24:27","slug":"bionow-60-cicatrizes-emocionais-o-impacto-do-trauma-social-no-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/?p=2756","title":{"rendered":"BioNOW! #60 &#8211; Cicatrizes Emocionais: O impacto do Trauma Social no c\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2756\" class=\"elementor elementor-2756\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6339162d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6339162d\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6aa78706\" data-id=\"6aa78706\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-741b7d5 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"741b7d5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">BioNOW! #60 - Cicatrizes Emocionais: O impacto do Trauma Social no c\u00e9rebro<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-8ee8570 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"8ee8570\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f50abbd\" data-id=\"f50abbd\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-00b4f63 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"00b4f63\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Com a crescente consciencializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental, \u00e9 j\u00e1 vastamente sabido que experi\u00eancias sociais profundamente negativas podem ter efeitos marcantes e duradouros na personalidade e comportamento humanos. Na verdade, estudos indicam que cerca de 80% das pessoas na Europa j\u00e1 experienciaram algum tipo de experi\u00eancia traum\u00e1tica e que cerca de 6% das pessoas, a n\u00edvel mundial, experienciar\u00e3o casos de Stress P\u00f3s-traum\u00e1tico (PTSD) ao longo da sua vida. No entanto, este trata-se de um problema de dif\u00edcil emenda, dado que a medicina n\u00e3o encontrou ainda m\u00e9todos absolutos para abordar situa\u00e7\u00f5es de foro psicol\u00f3gico.<\/p><p>Neste enquadramento, um grupo de investigadores da <em>Brain and Body Research Center at Mount Sinai<\/em>, em Nova Iorque, realizou um estudo em ratos sobre os mecanismos neuronais que s\u00e3o despoletados como consequ\u00eancia de eventos sociais traum\u00e1ticos. Assim, foi avaliada a ativa\u00e7\u00e3o ou inibi\u00e7\u00e3o de regi\u00f5es do c\u00e9rebro associadas a est\u00edmulos sociais gratificantes e a sua varia\u00e7\u00e3o antes, durante e ap\u00f3s eventos de trauma social.<\/p><p>Nesta investiga\u00e7\u00e3o, os ratinhos avaliados foram colocados numa jaula na qual se encontrava um rato considerado agressivo (embora estivessem separados por uma barreira transparente, de modo a n\u00e3o haver agress\u00e3o f\u00edsica), de modo a simular situa\u00e7\u00f5es de trauma social. Ao estar sujeitos a intera\u00e7\u00f5es sociais frustradas, devido \u00e0 agressividade demonstrada pelo outro rato, alguns dos animais em estudo desenvolveram \u201c<em>chronic social defeat stress<\/em>\u201d, uma condi\u00e7\u00e3o de stress social an\u00e1loga \u00e0 depress\u00e3o e ansiedade humanas. Esta condi\u00e7\u00e3o era identificada posteriormente ao submeter as cobaias a contacto com ratos juvenis, com o qual, tipicamente, h\u00e1 uma predisposi\u00e7\u00e3o para intera\u00e7\u00f5es sociais positivas. Deste modo, quando, ap\u00f3s os per\u00edodos de contacto negativo, os ratos mostravam uma inibi\u00e7\u00e3o social, estes eram considerados como suscet\u00edveis (a desenvolver \u201c<em>chronic social defeat stress\u201d<\/em>), sendo considerados como resilientes no caso contr\u00e1rio.<\/p><p>Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o comportamental, foi estudado, atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de imagiologia neurol\u00f3gica, se os casos de \u201c<em>chronic social defeat stress<\/em>\u201d estavam associados a regi\u00f5es neuronais espec\u00edficas. Efetivamente, os investigadores identificaram uma popula\u00e7\u00e3o de neur\u00f3nios responsiva a amea\u00e7as &#8211; <em>lateral septum neurotensin (NTLS) neurons<\/em> &#8211; que era ativada nos ratos considerados suscet\u00edveis, mesmo nos casos de intera\u00e7\u00f5es sociais normais. Ou seja, verificou-se haver, de facto, uma preval\u00eancia neurol\u00f3gica do trauma social.<\/p><p>Posteriormente, ao estudar as intera\u00e7\u00f5es desses neur\u00f3nios NTLS com a restante rede neuronal, a equipa de investigadores identificou que estes inibem regi\u00f5es cerebrais que codificam para sensa\u00e7\u00f5es de recompensa\/prazer social. Numa fase final, atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas de optogen\u00e9tica, que consiste na modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de neur\u00f3nios para que respondam a est\u00edmulos luminosos, os investigadores conseguiram ativar ou inibir os neur\u00f3nios NTLS de modo a controlar o impacto dos eventos traum\u00e1ticos nos animais estudados.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7b80fed elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"7b80fed\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"363\" height=\"238\" src=\"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Imagem1.png\" class=\"attachment-full size-full wp-image-2758\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Imagem1.png 363w, https:\/\/nebfeupicbas.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Imagem1-300x197.png 300w\" sizes=\"(max-width: 363px) 100vw, 363px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3263789 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3263789\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><em>Figura 1 \u2013 Esquema do princ\u00edpio da optogen\u00e9tica<\/em><\/p><p><em><\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-66295fc elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"66295fc\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Este estudo abre portas para uma compreens\u00e3o mais tang\u00edvel de problemas de foro psicol\u00f3gico, como \u00e9 o caso do Stress P\u00f3s-Traum\u00e1tico (PTSD). Para este grupo, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 estudar, desta vez em humanos, os neur\u00f3nios identificados nos ratos com trauma social. Identificar com precis\u00e3o os circuitos neuronais respons\u00e1veis por este tipo de condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas seria um grande passo a favor da sa\u00fade mental. Com a ci\u00eancia do nosso lado, espera-nos um futuro risonho! \ud83d\ude42<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5fc3612 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5fc3612\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span>Sabe mais em:<br \/><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2022\/11\/221130114433.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2022\/11\/221130114433.htm<\/a><\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a crescente consciencializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental, \u00e9 j\u00e1 vastamente sabido que experi\u00eancias sociais profundamente negativas podem ter efeitos marcantes e duradouros na personalidade e comportamento humanos. 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