{"id":2783,"date":"2023-02-04T21:14:28","date_gmt":"2023-02-04T21:14:28","guid":{"rendered":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/?p=2783"},"modified":"2023-02-04T21:28:02","modified_gmt":"2023-02-04T21:28:02","slug":"bionow-61-o-elefante-na-sala-picky-eaters-a-travar-o-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nebfeupicbas.pt\/?p=2783","title":{"rendered":"BioNOW! #61 &#8211; O elefante na sala: picky eaters a travar o aquecimento global?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2783\" class=\"elementor elementor-2783\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6339162d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6339162d\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6aa78706\" data-id=\"6aa78706\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-741b7d5 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"741b7d5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">BioNOW! #61 - O elefante na sala: <i>picky eaters<\/i> a travar o aquecimento global?<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-8ee8570 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"8ee8570\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f50abbd\" data-id=\"f50abbd\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-00b4f63 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"00b4f63\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Nunca deixaremos de libertar di\u00f3xido de carbono. \u00c9 inevit\u00e1vel. Ainda assim, a pegada carb\u00f3nica humana pode tornar-se quase nula, se reduzirmos a produ\u00e7\u00e3o ao m\u00ednimo e aprendermos a armazenar carbono atmosf\u00e9rico eficazmente no estado s\u00f3lido. Felizmente, a m\u00e1quina que o faz de modo mais eficiente e h\u00e1 mais tempo n\u00e3o precisou de ser inventada por n\u00f3s. Num ano, uma \u00e1rvore adulta fixa, em m\u00e9dia, 22 kg de di\u00f3xido de carbono.<\/p><p>No entanto, naturalmente, as esp\u00e9cies de \u00e1rvores diferem em capacidade de armazenamento. Comummente designamos por \u201cmadeira pesada\u201d e por \u201cmadeira leve\u201d as esp\u00e9cies que apresentam alta e baixa densidade carb\u00f3nica, respetivamente. As \u00e1rvores de madeira pesada, como o carvalho, s\u00e3o as mais eficazes na fixa\u00e7\u00e3o de carbono atmosf\u00e9rico, mas t\u00eam um crescimento lento. Por outro lado, as \u00e1rvores de baixa densidade carb\u00f3nica, tais como o pinheiro e outras con\u00edferas, crescem mais rapidamente, e numa floresta elevam-se acima das outras plantas na tentativa de se exporem \u00e0 luz solar.<\/p><p>Nas florestas tropicais africanas, h\u00e1 uma equipa de jardineiros volunt\u00e1rios a trabalhar para selecionar a diversidade de \u00e1rvores do modo mais conveniente. \u00c9 no trabalho destes jardineiros que incide o estudo de Stephen Blake, Ph.D., professor na Universidade de Saint Louis, de Fabio Berzaghi, investigador no Laborat\u00f3rio do Clima e das Ci\u00eancias Ambientais (LSCE) em Fran\u00e7a, e colegas. Este estudo cobre mais de 800 esp\u00e9cies de plantas, com dados nutricionais para 145 delas.<\/p><p>Descobriu-se que, ironicamente, as \u00e1rvores de baixa densidade carb\u00f3nica s\u00e3o as mais saborosas e nutritivas para os elefantes, que se alimentam preferencialmente delas. Ora, os elefantes n\u00e3o se limitam a debicar as folhas, mas arrancam ramos inteiros ou mesmo ra\u00edzes, provocando estragos significativos. Isto desbasta a floresta das \u201cervas daninhas\u201d de madeira leve e r\u00e1pido crescimento, reduzindo a competi\u00e7\u00e3o entre as \u00e1rvores pelo solo, nutrientes e luz solar, e favorecendo o crescimento das esp\u00e9cies mais desejadas, de alta densidade carb\u00f3nica.<\/p><p>Embora a madeira destas \u00e1rvores n\u00e3o seja apreciada pelos elefantes, os seus frutos frequentemente s\u00e3o. As sementes destes frutos passam pelo sistema digestivo destes animais sem sofrer qualquer dano, e s\u00e3o dispersas por outros lugares da floresta quando libertas nas fezes, germinando em novas \u00e1rvores de grande porte.<\/p><p>Atrav\u00e9s daquilo que lhes \u00e9 mais natural \u2013 comer \u2013 os elefantes s\u00e3o capazes de manipular em grande escala a biodiversidade das florestas em que vivem. S\u00e3o, assim, mais um fator influenciador dos n\u00edveis de carbono na atmosfera<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-66295fc elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"66295fc\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p class=\"MsoNormal\">Apesar disto, n\u00e3o deixam de ser animais criticamente amea\u00e7ados, continuando ativa a sua ca\u00e7a ilegal e tr\u00e1fico. N\u00fameros que um dia foram 10 milh\u00f5es est\u00e3o agora reduzidos a 500 000, em grupos dispersos pelo continente africano. Se se extinguirem, al\u00e9m de v\u00e1rias outras repercuss\u00f5es, a floresta tropical da \u00c1frica central e ocidental perder\u00e1 parte da sua capacidade de reter carbono atmosf\u00e9rico. No entanto, se bem-sucedida, a conserva\u00e7\u00e3o dos elefantes contribuir\u00e1 para a mitiga\u00e7\u00e3o do aquecimento global. Ser\u00e1 uma escolha dif\u00edcil e amb\u00edgua, ou ser\u00e1 apenas preciso chamar a aten\u00e7\u00e3o para o elefante na sala?<o:p><\/o:p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5fc3612 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5fc3612\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span>Sabe mais em:<br \/><a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2023\/01\/230123151522.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2023\/01\/230123151522.htm<\/a><br \/><a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/10.1073\/pnas.2201832120\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.pnas.org\/doi\/10.1073\/pnas.2201832120<\/a><br \/><\/span><\/p><p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca deixaremos de libertar di\u00f3xido de carbono. \u00c9 inevit\u00e1vel. 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